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quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Lidiane, Jean e Barbara esperam João Pedro

Família reunida na expectativa da chegada do João Pedro.
Veja minha seleção de fotos da grávida Lidiane, o papai Jean e a irmã Bárbara:


terça-feira, 15 de agosto de 2017

Milagre marcou a origem de Nossa Senhora de Oliveira

Título da Virgem Maria está ligado ao apóstolo São Tiago



     O texto a seguir, de autoria do monsenhor Leão Medeiros Leite, foi publicado na Gazeta de Minas, edição de 26 de março de 1950, com o título “Nossa Senhora da Oliveira - Origem do nome e devoção da nossa Padroeira”. O jornal Gazeta de Minas reproduziu na íntegra em sua edição de 13/08/2017, por sua importância histórica.

Imagem antiga de Nossa Senhora de Oliveira
venerada no altar-mor da igreja Matriz
     “Certamente vai interessar a todos os oliveirenses, quer sejam ou não devotos de Nossa Senhora ou mesmo sejam ou não católicos, o presente trabalho que vale por uma pesquisa histórica mui preciosa.

    São dados colhidos de uma Conferência do Sr. Corrêa Varela ao microfone da Rádio Vera Cruz, falando de um passado, onde a história nacional portuguesa se confunde com a implantação da Fé católica, fenômeno este que se repetiu também na história da nacionalidade e mais perto de nós, na história desta cidade.

    A vida do povo português como a da gente brasileira, ou melhor, a civilização lusa e luso-brasileira ou simplesmente brasileira, se formou sobre a influência da inspiração da Fé e se plasmou na unidade religiosa e cívica, de modo a ser o cerne da própria nacionalidade.

    Sente-se emoção de alegria invulgar ao contacto com os feitos, fatos e fastos da nossa história, que falam tão eloquentemente da harmonia e sublimidade da Religião e do Patriotismo, formando nacionalidade e projetando-a ao relevo dos grandes acontecimentos universais e polarizando-a na trajetória das glórias das conquistas e nas esperanças do porvir. Nossa Senhora da Oliveira não é somente marco de uma nacionalidade que surgiu, como também padrão de uma verdadeira Fé e garantia da unidade de um povo.

    É o que nos revela a origem da devoção a Nossa Senhora da Oliveira. Isto nos alegra sobremodo, e tanto, que nos sentimos felizes por estamos ligados — passado e presente — tão diretamente no mesmo elo central dos sentimentos comuns: Maria Santíssima. Por ela nos unimos aos antepassados e vivemos as mesmas alegrias e esperanças, a mesma Fé.

    Nos dados abaixo veremos bem perfeitamente a honra que nos é conferida patriótica e ortodoxamente — o legado ancestral e tradicional da devoção à Virgem Mãe de Deus, sob o título tão curioso e interessante com que a veneramos: N. S. da Oliveira.

    “Nossa Senhora da Oliveira, padroeira de Guimarães, é talvez a devoção mais antiga de Portugal. Quando Portugal nasceu já Ela existia há muitos séculos e foi perante o seu altar que o nosso primeiro rei, D. Afonso Henriques, se armou para ir combater os cinco reis mouros nos campos de Ourique e fundar a nacionalidade portuguesa. Foi, pois, sob a sua proteção, que se fundou Portugal. Mas, de onde veio a Nossa Senhora da Oliveira? É este o assunto desta descrição. Quando S.Tiago Apóstolo, 42 ou 46 anos após a  Morte do Mestre, Jesus Cristo, veio até a península propagar a sua doutrina,desembarcou num dos portos da Galisa.

    Essa província naquele tempo, vinha até as margens do Rio Douro. S. Tiago deve ter desembarcado num dos portos minhotos porque se dirigiu diretamente a Braga. Nesta cidade juntou nove discípulos, todos minhotos a quem deu instruções e indicou vários lugares para que fossem espalhar a doutrina de Deus. Ele, S. Tiago, partiu para Saragoça, na Hespanha, mas antes erigiu em Braga um altar onde colocou uma imagem de Nossa Senhora e sagrou o primeiro bispo primaz, São Pedro de Rates, um herege que veio com ele e por ele é convertido à Fé Cristã.

    Em Saragoça levantou novo altar à Virgem, a que chamou Nossa Senhora do Pilar. E, regressando a Portugal, passou por Guimarães, onde encontrou um templo profano dedicado à deusa Ceres. Destruiu os ídolos desse templo, purificou-o colocando lá uma imagem da Virgem a que deu o nome de Santa Maria. Todas estas imagens foram trazidas por ele do Oriente e foi perante esta que, de Guimarães que batizou S.Torquarto. Esse Templo por ele dedicado à Santa Maria, foi depois, pelo povo dedicado ao próprio S. Tiago, e mais tarde, muito mais tarde à Nossa Senhora de Guimarães, que foi o nome que tomou a imagem por ele lá colocada.

    Essa imagem, ali se conservou até o ano de 417, ano em que os álamos, os suevos e outros povos bárbaros invadiram a península, destruindo tudo quanto dissesse repeito ao cristianismo e, para que essa não fosse destruída, o então arcebispo de Braga, D. Pancrácio, ordenou que a escondessem, escolhendo para isso um local ali perto, chamado Monte Latito, que hoje tem dois nomes, o de monte ou montanha de Santa Maria e do Largo, nome este derivado de Latito. No tempo do Conde D. Henrique, era essa Nossa Senhora de Guimarães, a Virgem de maior devoção entre o Douro e o Minho, ou seja, em todo o condado Portucalense e terras da Galisa, de tão grande devoção, que a Ela se deve o não ter sucumbido pelo menos decaído em muito a cidade de Guimarães, quando D. Afonso Henriques mudou a capital do País para Coimbra. A influência de romeiros vindos de toda parte, manteve de pé a importância da antiga Capital. Nossa Senhora da Oliveira, ou melhor N. Senhora de Guimarães, começou a ser venerada como Nossa Senhora da Oliveira, no reinado de Afonso IV. É curiosa a lenda que deu a causa da mudança do nome.

    Quando este rei ganhou a batalha do Salado, tinha vindo antes a Guimarães implorar a proteção da Virgem e depois da vitória, em agradecimento, mandou erigir-lhe um padrão ou cruzeiro em frente à Igreja onde estão sob a cúpula de abóboda de pedra, Jesus crucificado e uma imagem de Nossa Senhora chamada de Vitória. Diz-se também que fora um devoto da Virgem que mandara vir da Normandia este cruzeiro. Ou de uma forma ou de outra, o que importa é o seguinte: quando foi inaugurado, organizou-se uma procissão incorporando-se nela o andor de Nossa Senhora.

    Ao passar diante do padrão parou a procissão ficando a Virgem de frente voltada para o mesmo, e todos viram com assombro, uma oliveira seca desde há muito ali estava, começar a reverdecer, enchendo-se de folhas e de frutos. Foi este fato atribuído a um milagre de Nossa Senhora e desde este dia (08 de setembro de 1342, Natividade de Nossa Senhora) é que existe Nossa Senhora da Oliveira, devido a este milagre. A imagem é a mesma trazida por S. Tiago Apóstolo há quase dois mil anos.

    O templo atual, ao lado da Colegiada que fundou Afonso Henriques, foi reconstruído por D. João I porque também esse rei atribuiu à Nossa Senhora da Oliveira a sua grande vitória na batalha da Aljubarrota. Era tal a devoção desse rei por essa Virgem que, terminada a batalha foi a pé, de Aljubarrota à Guimarães, ajoelhar-se a seus pés e fazendo-lhe uma oração muito sentida, da qual constam as seguintes palavras: “Senhora, eu confesso e quero que todos saibam que, por Vossa virtude somente, venci esta batalha.” Colocou depois as armas sobre o altar e disse: “Vós, Senhora, m’as destes, Vós as tomai e guardai”.

    Depois disso, D. João I nunca entrava num empreendimento sem pedir a proteção de Nossa Senhora da Oliveira. Ia antes a Guimarães, colocava a sua armadura sobre o altar; orava por algum tempo e pedia licença para se retirar. E quando regressava, vitorioso, fosse do ponto que fosse, longe ou perto, ao pisar terra portuguesa, apeava-se do cavalo e partia a pé, até Guimarães, a ajoelhar-se perante Nossa Senhora da Oliveira. Foi assim de Castela de Tuí e até no regresso da conquista de Ceuta. E ainda de Vale de La Mulla (180Km)”. Esta história nos comove.

    Ufanamo-nos dela. Conforta-nos. A mesma convicção religiosa, a mesma devoção, o mesmo carinho filial dos primeiros cristãos são a mesma coisa, entre nós, dezenove séculos após.

    Oliveira liga-se, pois, por N. S. da Oliveira aos primórdios do Cristianismo, pela devoção à Virgem Maria. Que perenidade de doutrina e de verdade!

    Feliz nossa cidade se mantiver sempre viva a chama do amor a N. Senhora sob o título tão nosso querido — Nossa Senhora da Oliveira — que certamente é influência da civilização portuguesa em terras do Brasil.


Monsenhor Leão Medeiros Leite. Publicado no jornal Gazeta de Minas de 26/03/1950 e 13/08/2017.

domingo, 13 de agosto de 2017

Congado de Oliveira é destaque na capital

DE BELO HORIZONTE



Foto de apresentação de Terno em frente ao palanque da Praça XV foi a vencedora do concurso de Fotografia promovido pelo Circuito Liberdade em Belo Horizonte. A imagem foi a primeira colocada entre as 30 selecionadas para integrar a exposição Fachada Digital do Espaço do Conhecimento UFMG à partir de 16 de agosto.

Com o tema "Meu olhar sobre o patrimônio", o concurso integra o Circuito Fotografia e Patrimônio Cultural, realizado pelo Iepha-MG e pelo coletivo NITRO, que celebra o Dia Nacional do Patrimônio Histórico, 17 de agosto, e também o Dia Internacional da Fotografia, em 19 de agosto.  O objetivo do concurso foi estimular os mineiros a registrar objetos de sua história e de sua cidade.

Uma comissão julgadora foi formada por fotógrafos profissionais com comprovada atuação no setor, além de membros do Iepha e dos equipamentos culturais Circuito Liberdade. Os trabalhos do concurso foram avaliados dentro dos seguintes critérios: criatividade, qualidade estética, relevância e adequação ao tema proposto pelo concurso.

Agradeço ao Iepha-MG e coletivo NITRO, realizadores, pelo destaque da nossa festa. Agradeço a comunidade Congadeira de Oliveira, que mantem firme a tradição. Nesse domingo dos pais, agradeço ao meu pai e professor. Agradeço também a família pé-quente Ana Laura, Maria Clara, Laureana e Nereu Silveira [que vai se tornando carreiro contumaz de prêmios kkk], por viabilizar minha participação na ocasião da foto. Grato a Deus por tudo!

[ com informações da organização ]

MAIS Prêmios

sábado, 12 de agosto de 2017

Restrições



     Eu fotografei com filmes! 36 poses. Contadinhas. Tinha fartura não: em um evento eu usava uns três rolos de película e achava que eram muitas fotos. Talvez fossem. Mas olhando pelo ângulo das digitais usadas hoje era uma mixaria: um evento médio atualmente costuma render mais de 800 fotos! Os casórios por vezes dobram esse número. Pensando bem é um pouco exagerado.


Uma festa de cores, texturas e detalhes desfilam no visor


     Domingo, dia de Mastros e Bandeiras do Congado. Evento vespertino com forte tendência de chuva de fotos no período. Proponho-me um desafio: vamos restringir esses cliques.
Tiro da bolsa minha velha XTzinha, minha primeira DSLR! Ela fotografa muito bem ainda, do alto de seus 8 megapixels, DIGIC II e 7 pontos de foco. Já fizemos muitas obras bonitas. Junto com a velha Rebel, uma 50tinha: pra ficar bem comportado. Junto ao kit honesto, levo a robusta 7D, uma objetiva faz-tudo da Tamron, duas angulares e duas regras: 1 - só vale um clique; 2 - variar os ângulos. A segunda regra é fácil, já a primeira é uma afronta ao motor drive que o dedo já está acostumado a usar. Vamos para a rua.

     Uma festa de cores, texturas e detalhes desfilam no visor. Tarde quente. Vou selecionando, recortando, andando e colhendo o que posso. Andar no meio do público em alguns momentos é difícil. Os velhos inimigos – postes e fios – incomodam. Placas publicitárias e indicativas em abundância. Não curto essa poluição. Confesso que algumas vezes foram dois cliques: apago um deles rapidamente para não contrariar as regras. Quatro horas depois tenho pouco mais de 300 arquivos – todos variados. Deleto alguns aqui e ali e tá feita a edição do material. Coisa linda de se ver! Sem excessos. Com variedade. Bom de fotografar. Converto algumas para preto e branco – minhas fotos sempre são em cor, ainda mais no congado com tanta representatividade cromática, mas sempre quis ter esse atrevimento.

     Enfim, gostei das minhas regrinhas e do resultado. Veja algumas das fotos aqui.

Sidney de Almeida, 11/08/2017

MAIS Veja especial sobre a Festa do Rosário em Oliveira
MAIS Veja fotos dos Mastros e Bandeiras


sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Mastros e Bandeiras

Entre céu e terra

"Congadeiros, Reis e Rainhas, Príncipes e Princesas, Princesas Isabel ano 2016 e 2017, população devota, participam de mais um ano de fé e devoção aos Santos Padroeiros da Festa do Rosário da cidade de Oliveira, Minas Gerais." Minhas anotações fotográficas do levantamento de Mastros e Bandeiras dos Santos Padroeiros.


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