domingo, 7 de outubro de 2012

Pássaros poemas


Fernando Brant

    Queria falar da felicidade, do desejo consciente e inconsciente de ser feliz. É algo que se traz da infância, do companheirismo com a meninada, dos jogos de rua, da molecagem diária. Quanto mais o tempo passa para mim, mais me convenço de como é necessário que todos busquemos ser felizes. 
    São sentimentos para guardar por todo o nosso tempo.
    A vida real, com suas tragédias e guerras, com o ódio e competição sem freios, parece nos levar para longe desse objetivo. Não que se diga “dane-se” ao mundo. Vivemos nele e não devemos nos eximir de responsabilidades.
orientar-se no rumo da vida boa e plena nada tem de egoísta
    Mas a bandeira que carrego, e vejo que muitos dos que amo e admiro também a empunham, é a procura de harmonia na vida pessoal, familiar e social. Para alcançar esse oásis em meio ao deserto não é necessário pisar em ninguém nem violentar qualquer princípio essencial.
    Esse orientar-se no rumo da vida boa e plena nada tem de egoísta. Ao contrário, torcemos para que mais pessoas se juntem a esse nosso anseio. Quantos mais participarem dessa jornada, mais a boa-nova se espalhará. Não é ser irracional ou ignorar o mundo. É ter certeza de que o certo é gozar o dia, a existência. 
(...)
    Salve, salve a felicidade.

Fernando Brant
Publicado no jornal Estado de Minas, caderno Cultura, 26 de setembro de 2012, página 10. Adaptado.

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